A Banda Sinfónica Portuguesa (BSP), sediada na cidade do Porto, estreou-se a 1 de janeiro de 2005 no Rivoli, Teatro Municipal do Porto, onde gravou também o seu primeiro disco. Desde então, tem-se afirmado como um agrupamento de excelência no panorama das orquestras de sopros e percussão, apresentando-se regularmente nas mais importantes salas de espetáculo portuguesas, como a Casa da Música, o Coliseu do Porto, a Fundação de Serralves ou a Fundação Gulbenkian. Além disso, tem desenvolvido diversas colaborações com municípios e instituições culturais. A nível internacional, a BSP já atuou em Espanha, nos Países Baixos e na China.
A discografia da BSP reflete a sua diversidade e qualidade artística, com álbuns como “A Portuguesa” (2010), “Traveler” (2011), “Hamlet” (2012), “Oásis” (2013), “Grand Concerto pour Orchestre d’Harmonie” (2014), “Sinfónico” com a banda Quinta do Bill (2015), “Trilogia Romana” (2015), “Porto” (2016), “The Ghost Ship” (2017) e “Música Ibero-Americana” (2019).
Ao longo da sua existência, a BSP promoveu o vasto repertório para a sua formação, que vai desde arranjos clássicos a estreias contemporâneas. Fomentou a música portuguesa, tendo realizado encomendas a compositores como Luís Tinoco, Jorge Salgueiro, Luís Carvalho, Pedro Lima, entre outros. Potenciou cruzamentos disciplinares com o Teatro “O Bando” e a Companhia Olga Roriz, bem como com o Quarteto Contratempus. A vertente pedagógica da BSP inclui iniciativas como o festival BSP Júnior, cursos de direção e aperfeiçoamento artístico, concursos de composição e parcerias com instituições públicas de ensino.
Entre as diferentes distinções, destaca-se o 1.º lugar no Concurso Internacional de Bandas de La Sénia (2008) e a mais alta pontuação na história do World Music Contest, em Kerkrade, Países Baixos (2011). A BSP foi também convidada a participar no 18.º Festival do World Music Contest em Kerkrade e na 17.ª Conferência Mundial da World Association for Symphonic Bands and Ensembles, em Utrecht. Em 2023, foi distinguida pela RTP e pela Antena 2 pelo seu contributo à cultura portuguesa.
A BSP é uma associação cultural sem fins lucrativos, com estatuto de instituição de utilidade pública. Francisco Ferreira ocupou o cargo de maestro titular e diretor artístico desde a sua fundação. Atualmente, a direção artística está a cargo de Horácio Ferreira, tendo José Rafael Pascual Vilaplana como Maestro Associado.