A Arquitetura da Fé: Bach em Voz e Órgão
15 Novembro @ 16:00 – 17:00
Sinopse
A música vocal de Johann Sebastian Bach ocupa um lugar central na história da música ocidental, constituindo uma síntese incomparável entre expressão humana, arquitetura musical e profundidade espiritual. Neste programa, árias e coros extraídos do Magnificat e da Missa em Si menor são intercalados com corais para órgão pertencentes ao Orgelbüchlein, criando um percurso que evidencia a extraordinária unidade entre a escrita vocal e instrumental do compositor.
Do entusiasmo jubiloso do Magnificat à monumentalidade da Missa em Si menor, passando pela dimensão meditativa dos corais para órgão, o programa revela diferentes facetas do génio bachiano. A alternância entre solistas, conjunto vocal e intervenções organísticas cria um diálogo contínuo entre palavra e música, entre contemplação e celebração, permitindo ao público redescobrir algumas das páginas mais inspiradas da produção sacra de Bach.
Programa
Johann Sebastian Bach (1685–1750)
Órgão
In dir ist Freude, BWV 615
Magnificat
Et exultavit
Quia respexit
Órgão
Herr Christ, der ein’ge Gottessohn, BWV 601
Missa em Si menor, BWV 232
Kyrie
Magnificat
Quia fecit mihi magna
Deposuit potentes
Órgão
Durch Adams Fall ist ganz verderbt, BWV 637
Missa em Si menor, BWV 232
Qui tollis peccata mundi
Magnificat
Et misericordia
Esurientes implevit bonis
Órgão
Wer nur den lieben Gott läßt walten, BWV 642
Missa em Si menor, BWV 232
Quoniam tu solus sanctus
Órgão
Erschienen ist der herrliche Tag, BWV 629
Missa em Si menor, BWV 232
Gratias agimus tibi

Dimitra Tripi, soprano
Natural de Vólos, na Grécia, Dimitra Tripi iniciou os seus estudos musicais no Conservatório Palaska e prosseguiu a formação vocal em Atenas sob orientação da soprano Cellia Costea, concluindo o curso com Primeiro Prémio e Menção de Excelência por unanimidade.
Complementou a sua formação através de cursos especializados de Lied alemão e ópera, participando igualmente em diversas produções operáticas e recitais. Interpretou papéis como Musetta em La Bohème, Papagena em A Flauta Mágica e Oscar em Un Ballo in Maschera, desenvolvendo paralelamente atividade na área da música de câmara e do repertório vocal de concerto.

Oriana Padrón, contralto
Natural da Venezuela, Oriana Carolina del Valle Padrón Marcano é licenciada em Música, com especialização em Canto Solista Sinfónico pela Universidad Experimental de las Artes (UNEARTE).
A sua formação musical decorreu no Sistema Nacional de Coros y Orquestras da Venezuela, onde desempenhou funções de chefe de naipe dos contraltos do Coro Sinfónico General en Jefe José Tadeo Monagas. Desenvolveu igualmente estudos de direção coral e integrou o Rapsodia Coro de Cámara, distinguido nas Olimpíadas Mundiais de Coros de Sochi.
Apresentou-se como solista com a Orquesta Filarmónica de Anzoátegui e com o Coro e Orquestra de Câmara da Lapa. O seu repertório abrange Lied alemão, mélodie francesa e música de câmara sul-americana.

Marcos Rosa, tenor
Natural de Vitória, Espírito Santo, Brasil, Marcos Rosa iniciou a sua formação musical em coros infantis e prosseguiu os estudos de canto com Heraldo Silva Filho e Cláudio Modesto.
Participou como solista em numerosas produções corais e sinfónicas no Brasil, colaborando regularmente com a Orquestra Sinfónica do Espírito Santo. Do seu repertório destacam-se obras de Bach, Händel, Mozart, Verdi e Orff.
Atualmente reside no Porto, onde integra regularmente o elenco de reforço vocal do Coro Casa da Música, participando em importantes produções sinfónico-corais. Desenvolve igualmente atividade como compositor.

Carlos Pereira Marrero, barítono
Nascido na Venezuela, Carlos Pereira Marrero iniciou os seus estudos musicais aos seis anos de idade. Integrou o Sistema Nacional de Coros e Orquestras da Venezuela, destacando-se como coralista, regente e compositor.
Participou na interpretação de importantes obras sinfónico-corais, incluindo a Cantata Criolla, a Nona Sinfonia de Beethoven e a Oitava Sinfonia de Mahler, sob direção de Gustavo Dudamel. Entre 2015 e 2019 exerceu funções como maestro coral na Venezuela.
Desde a sua fixação em Portugal tem desenvolvido uma intensa atividade como cantor, compositor e regente, integrando o Ensemble Vocal Pro Música e o Coro Polifónico da Lapa. Tem participado em produções de referência do repertório coral-sinfónico, incluindo obras de Dan Forrest, Janáček, Brahms, Mozart, Orff e Mahler.

Miguel Alves, órgão
Miguel Eduardo Ventura Alves, natural de Bragança, é organista titular do órgão ibérico da Basílica de Torre de Moncorvo (2024), onde também leciona aulas de órgão e organiza concertos. É Licenciado em Música, com especialização em Performance de Órgão, na Universidade de Aveiro, sob a orientação de António Mota.
Assiste e participa em conferências e masterclasses em Portugal, Espanha e Alemanha. Trabalhou com professores conhecidos internacionalmente, como Pieter van Dijk, Krzysztof Urbaniak, Roberto Fresco, Enrico Viccardi e António Duarte.
A sua atividade concertista tem-se desenvolvido por Torre de Moncorvo, Igreja da Barra, Catedral de Bragança, Mosteiro de Refojos, Santuário de Vila Flor, Sé de Aveiro, Igreja Matriz da Correlhã. Integra desde 2025 o duo com trompete e órgão, onde aborda música desde o século XVII ao XXI.