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SUMMARY:Mafra e os 6 órgãos da Basílica: do Canto Capucho ao Cantochão Figurado
DESCRIPTION:Porto | Igreja de São João Novo \n\n\n\n\n\nCONFERÊNCIA  \n\n\n\nAndré Ferreira  \n\n\n\n“Os seis órgãos da Basílica do Real Edifício de Mafra”  \n\n\n\nA conferência aborda a história dos seis órgãos da Basílica do Real Edifício de Mafra\, com diferentes iterações desde a sua sagração em 1730 até aos dias de hoje. São apresentadas também algumas obras musicais escritas em específico para estes instrumentos entre o século XVIII e XIX. Por último\, procura-se responder à pergunta que qualquer visitante da Basílica faz ao observar o conjunto: como se coordenavam entre si\, à época\, estes seis instrumentos?  \n\n\n\nSINOPSE  \n\n\n\nDO RENASCIMENTO AO ROMANTISMO  \n\n\n\nSob a direção de SIMON HARPER\, o coro de câmara inglês itinerante CANTORES apresenta um breve concerto a cappella de música sacra europeia\, que abrange os períodos do Renascimento e do Romantismo. O programa desta noite inclui obras de Palestrina\, Monteverdi\, Bruckner\, Mendelssohn\, entre outros.  \n\n\n\nPROGRAMA   \n\n\n\nCANTORES CHAMBER CHOIR Gloucestershire\, Great Britain            \n\n\n\nTomas Luis de Victoria             O quam gloriosum  \n\n\n\nPalestrina                                   Sicut cervusExultate Deo  \n\n\n\nMonteverdi                                Cantate Domino  \n\n\n\nLassus                                        Timor et tremor  \n\n\n\nBruckner                                    Ave Maria                                                   Os Justi  \n\n\n\nMendelssohn                             Richte mich\, Gott  \n\n\n\nRheinberger                               Abendlied  \n\n\n\nRachmaninov                            Bogoroditse Devo  \n\n\n\nSchütz                                       Selig sind die Toten   \n\n\n\nNOTAS AO PROGRAMA  \n\n\n\nTomás Luis de Victoria: O quam gloriosum \n\n\n\nEste brilhante motete a quatro vozes celebra o Dia de Todos os Santos com uma energia luminosa e exaltante. Victoria recorre a uma polifonia e a uma técnica de imitação magistrais para evocar a alegria dos santos no Céu. A obra é tão reconhecida que o compositor viria a utilizar os seus temas musicais como base para uma missa paródia com o mesmo nome.  \n\n\n\nPalestrina: Sicut cervus \n\n\n\nA composição de Palestrina sobre o Salmo 42 evoca\, de forma delicada\, a imagem de um veado que anseia por água corrente\, através de linhas vocais fluidas e de movimento progressivo. A textura imitativa contínua e as harmonias suaves criam uma profunda atmosfera de serenidade\, recolhimento e devoção contemplativa.  \n\n\n\nPalestrina: Exultate Deo \n\n\n\nEm contraste\, este motete a cinco vozes é uma explosão de alegria rítmica e celebração. Partindo de palavras do Salmo 81\, Palestrina utiliza uma expressiva pintura musical do texto\, fazendo as vozes evocar os sons vibrantes e luminosos das trombetas\, dos tamborins e dos instrumentos de cordas.  \n\n\n\nMonteverdi: Cantate Domino \n\n\n\nCom uma abordagem inovadora à harmonia\, este enérgico motete a seis vozes estabelece uma ponte entre o Renascimento e o Barroco inicial. Os ritmos vivos\, a declamação rápida do texto e as mudanças de intensidade traduzem o apelo a «cantar um cântico novo».  \n\n\n\nLassus: Timor et tremor \n\n\n\nLassus retrata de forma intensa o «temor e o tremor»\, recorrendo a um cromatismo expressivo\, pausas súbitas e mudanças dramáticas de textura. A música acompanha\, assim\, a súplica de uma alma que implora misericórdia e estremece perante a presença de Deus.  \n\n\n\nBruckner: Ave Maria (1861) \n\n\n\nBruckner combina a polifonia renascentista com as harmonias ricas e dramáticas do século XIX. A obra alterna entre a oração serena e humilde e grandiosos crescendos de intensa emoção\, particularmente expressivos na invocação do nome «Jesus».  \n\n\n\nAnton Bruckner: Os justi   \n\n\n\nNeste motete de 1879\, escrito no modo lídio\, Bruckner evita rigorosamente todas as notas alteradas por sustenidos ou bemóis\, as modulações modernas e o acompanhamento de instrumentos de tecla. Apesar destas limitações autoimpostas\, consegue criar uma música rica\, expansiva e profundamente emotiva\, marcada pelo calor do Romantismo.  \n\n\n\nMendelssohn: Richte mich\, Gott \n\n\n\nEscrito para o coro da Catedral de Berlim\, este motete dramático coloca em música o Salmo 43 com uma expressividade quase teatral. Mendelssohn alterna entre uma oração solene\, em uníssono e de carácter próximo do cantochão\, e poderosas harmonias a oito vozes.  \n\n\n\nRheinberger: Abendlied \n\n\n\nComposta quando tinha apenas 15 anos e revista posteriormente\, esta obra sacra de inspiração vespertina é uma referência da música coral romântica\, baseada num texto do Evangelho de São Lucas. As seis partes vocais criam harmonias calorosas e reconfortantes\, evocando a luz que lentamente desaparece ao anoitecer.  \n\n\n\nSergei Rachmaninov: Bogoroditse Devo \n\n\n\nExtraída das célebres Vésperas\, esta interpretação da oração «Ave Maria» é uma joia da música coral ortodoxa russa. Começa como um sussurro discreto\, quase sem respiração\, cresce até atingir um clímax grandioso e luminoso de louvor extático e desvanece-se suavemente num silêncio sagrado e tranquilo.  \n\n\n\nHeinrich Schütz: Selig sind die Toten \n\n\n\nEste motete fúnebre\, composto em 1648\, coloca em música o texto «Bem-aventurados os mortos» com enorme sensibilidade e profundidade emocional. A música acompanha naturalmente o ritmo da língua alemã\, recorrendo a linhas imitativas suaves e entrelaçadas para transmitir uma profunda sensação de consolo\, descanso e paz eterna. 
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